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05/12/2014 | 14:38:56

Nuvem pode ajudar a conter perda de dados

 
O armazenamento em nuvem pode se tornar uma boa solução para que as empresas não percam seus dados. A segurança e a duplicação das informações podem evitar o que aconteceu em 2014, quando as perdas das empresas chegaram a US$ 26 bilhões só no Brasil, segundo levantamento feito pela EMC2.
 
De acordo com a pesquisa feita pela gigante do armazenamento de dados, o prejuízo acontece toda vez que informações consideradas essenciais como balanços financeiros, contratos comerciais ou documentos legais são perdidas em servidores. Os sumiços das informações ocorrem toda vez que sistemas de armazenamento em data centers apresentam falhas, como falta de energia, acidentes naturais resultado de fortes chuvas, enchentes, alagamentos e até acidentes, como incêndios de grandes proporções, por exemplo.
 
As falhas, por sua vez, são muito comuns dentro de estruturas de armazenagem mantidas dentro das próprias organizações, que usufruem o serviço para guardar dados. Grandes companhias como as gigantes Cisco e IBM participam da cadeia de fabricação dos equipamentos, que são necessários para a formação dos servidores nas empresas. Afora esses equipamentos físicos, outra alternativa disponível para o serviço é o armazenar o conteúdo em nuvem.
 

Serviços terceirizados

 
Segundo os players que fornecem serviços terceirizados de nuvem, como a própria EMC2, a Locaweb, a Mandic e o UOL Diveo, a opção de confiar no cloud para o armazenamento, gera dois benefícios naturais na estrutura da modalidade de serviço. A primeira é o nível de segurança, garantido por uma série de cópias alocadas em ambientes virtuais seguros, como explica o presidente da EMC2 no Brasil, Carlos Cunha. Conforme o executivo, o segundo fator a ser considerado, é o nível de consumo da nuvem, que pode variar de acordo com a escala. "A nuvem é capaz de atender diferentes demandas, seja uma companhia que efetiva dezenas de negócios ou as com milhões de clientes".
 
 

Escala flexível

 
A variação de escala é possível porque todo investimento de dinheiro e pessoal necessário para a criação e manutenção da infraestrutura para a prestação do serviço é mantida pelos fornecedores. Eles usam partes compartimentadas da estrutura, de acordo com a necessidade de alocação de informações que os clientes requisitem. E o mercado é puxado para cima, por aquelas companhias que ainda não têm cópias de seus dados, como explica o CEO da Mandic, Maurício Cascão. "Observamos um número reduzido de empresas que têm os chamados backup de dados". Segundo o executivo, a divisão de nuvem da companhia cresceu cerca de 60% em 2014, enquanto no início do ano, era previsto alta de 30%.
Ele indica que a porcentagem apresentada poderia ser maior, se o ano não tivesse diversas interrupções, em dias que poderiam ser úteis para os negócios. "Copa do Mundo e eleições atrapalharam nossos resultados", explica.
 
 

Garantias

 
Quando o local de armazenamento das informações é a nuvem, é possível alcançar altos níveis de confiabilidade, para assegurar que nenhum dado se perderá. Esse nível de garantia chega perto dos 100%, como aponta o gerente de marketing institucional do grupo Locaweb, Luís Carlos dos Anjos. Segundo ele, em servidores próprios, a garantia de segurança das informações é de 99,95%. Na nuvem, esse número chega até 99,99%. "A duplicação das informações em servidores de nuvem, permite que parte da infraestrutura seja desligada por qualquer motivo e ainda assim os dados estarão seguros em outros locais", aponta Luís Carlos. No caso específico da Locaweb, se um data center for desligado por qualquer motivo, outros entram em ação, sem nem a percepção do cliente.
 

Crescimento

 
Quem deve comemorar os números do setor é o UOL Diveo. A companhia que pertence ao conglomerado de mídia, Grupo Folha, tem o maior número de metros quadrados (m2) do País, somando mais de 26 mil m2, em quatro data centers, segundo o CEO da companhia de nuvem, Gil Torquato. De acordo com ele, a divisão de nuvem atende cerca de 90% dos portais de e-commerce de grande porte, entre eles o Netshoes, a Magazine Luiza. "A operação cresceu mais de 120% em 2014 e deve dobrar em 2015", diz Torquato.
 
 
 
Autor: Amauri Vargas

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